
Coordenação: Felipe Cotrim (PPG-AU / UFBA) Vanesa Nathache, Mauela Foly
Colaboração: Liana Viveiros (PPG-AU / UFBA - Grupo de pesquisa Lugar Comum)
Dias 27, 28 e 29 das 14:00 às 17:30h
Local: Conventinho e Centro Histórico.
Vagas: 21
Objetivos:
As ladeiras são elementos marcantes da morfologia urbana, impondo ritmos, pausas e dinâmicas próprias à vivência das cidades. A presente oficina propõe uma investigação projetual sobre a topografia urbana, utilizando como fio condutor a dualidade expressa na música "Ladeira da Preguiça", de Gilberto Gil. Onde a aura poético sensorial estabelecida na canção, denota que tanto o esforço físico (a preguiça) e a recompensa contemplativa ou lúdica (o prazer) encontram-se no movimento, na subida e na descida. Partindo desse mote cultural, a oficina fará uma ponte com a pesquisa acadêmica Espaços de habitabilidade na Ladeira do Pilar (Salvador, BA), utilizando-a como estudo de caso e fundamentação teórica. Com o objetivo de provocar os participantes a repensarem o papel do corpo e da percepção espacial na arquitetura, culminando em um processo de análise e proposição de intervenção para ladeiras do centro histórico de João Pessoa.
- Capacitar os participantes a perceber, analisar e projetar espaços em declive a partir da relação fenomenológica entre o corpo humano, a topografia e a cultura local.
- Analisar e compreender o papel histórico, social e espacial das ladeiras no centro de João Pessoa.
- Desenvolver metodologias de apreensão sensível do espaço urbano através da deriva e da observação do esforço físico versus conforto.
- Elaborar propostas de intervenção arquitetônica ou urbana (efêmeras ou permanentes) que potencializam a experiência de percorrer ladeiras.
ESTRUTURA E METODOLOGIA DA OFICINA
A oficina será dividida em quatro etapas principais, intercalando teoria, vivência prática e ateliê de projeto.
Etapa 1: A Aura e o Solo (Aula Magna e Sensibilização)
• Abertura Sensorial: Audição e análise da música "Ladeira da Preguiça" (Gilberto Gil), debatendo os sentimentos de gravidade, peso, leveza, cotidiano e pertencimento presentes na letra e na melodia.
• Aportes Teóricos: Apresentação em formato de aula.
• Estudo de Caso Central: Apresentação da pesquisa sobre a Ladeira do Pilar. Abordagem da sua morfologia, história, dinâmicas sociais e os desafios projetuais ali encontrados.
Etapa 2: A Deriva e a Avaliação (Vivência Prática)
• Escolha do Sítio: Os participantes serão divididos em grupos e terão a liberdade de escolher uma ladeira local em João Pessoa.
• Cartografia Sensível: Os grupos realizarão uma avaliação crítica do espaço. O foco não será apenas métrico (inclinação, calçamento), mas perceptivo:
• Onde o corpo pede pausa? (Mapeando a "preguiça").
• Onde a visão se alarga e o vento refresca? (Mapeando o "prazer").
• Levantamento fotográfico, croquis de observação e anotações sensoriais.
Etapa 3: O Ateliê (Propostas de Intervenção)
• Brainstorming Projetual: Retorno ao ateliê para transformar as percepções em arquitetura.
• Desenvolvimento das Ideias: Os grupos deverão propor intervenções arquitetônicas, paisagísticas ou de mobiliário urbano para a ladeira avaliada. As propostas devem responder à dualidade proposta pela oficina: como mitigar a fadiga e potencializar a fruição do espaço?
Etapa 4: Plenária (Apresentação e Discussão)
• Apresentação: Cada grupo apresenta sua avaliação da ladeira escolhida e a proposta de intervenção (através de croquis, colagens digitais ou maquetes conceituais).
• Debate Final: Fechamento amarrando as propostas apresentadas com a discussão inicial sobre a Ladeira do Pilar e as poéticas de Gilberto Gil.
RESULTADOS ESPERADOS
Espera-se que, ao final da oficina, os participantes desenvolvam um repertório crítico mais apurado sobre a topografia urbana, resultando em cadernos de croquis, painéis síntese ou manifestos visuais que documentem as propostas de intervenção nas ladeiras escolhidas.
Parcerias:
A oficina deverá ser uma colaboração entre o PPGAU UFPB, o PPGAU UFBA e o grupo de pesquisa Direito a Cidade e Bem Viver [UFBA].
Participantes:
Moradores e trabalhadores do Centro Histórico, estudantes universitários, estudantes universitários, professores da arquitetura e profissionais da arquitetura e áreas afins (engenharia, geografia, artes, etc.). Moradores das Ladeiras.
Referências:
https://redeglobo.globo.com/redebahia/conexao-bahia/noticia/projeto-som-do-morro-ministra - aulas-ao-ar-livre-em-pracinha-do-comercio.ghtml.
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